Incêndios da Amazônia

27/08/2019

Desmatamento; Queimadas; Incêndio florestal; AmazôniaPor que os incêndios da Amazônia geraram uma crise no Brasil e no mundo?

Quão graves são os incêndios?

Os incêndios florestais no Brasil atingiram o seu pico desde pelo menos 2013, tendo aumentado 84% neste ano até 23 de agosto, comparado com o mesmo período do ano passado, de acordo com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Houve 78.383 incêndios neste ano, quase metade deles apenas em agosto.

Oito dos nove estados da Amazônia registraram aumento, sendo o Amazonas com um crescimento de 146%. Moradores de Rondônia disseram que há incêndios todos os anos, mas nunca viram algo tão grave quanto agora, com nuvens de fumaça cobrindo a região.

O que causou o fogo?

Incêndios na Amazônia geralmente são iniciados com o propósito de limpar a terra. Depois que os madeireiros extraem a madeira, especuladores queimam a vegetação restante para “limpá-la” na esperança de vender essa terra para fazendeiros. A Amazônia passa por uma estação seca há meses, um período no qual os incêndios podem se espalhar mais facilmente e sair do controle.

Ambientalistas dizem que as pessoas que incendeiam a floresta estão encorajados porque escutam Bolsonaro pedindo por mais desenvolvimento na Amazônia e sentem que não serão punidos.

O desmatamento subiu 67% ano contra ano nos primeiros sete meses de 2019, mais do que o triplo de julho analisado isoladamente. Ambientalistas creem que os desmatadores são os mesmos que ateiam fogo à floresta.

Qual foi a reação do governo brasileiro?

Bolsonaro inicialmente sugeriu que não havia nada de anormal nos incêndios. Depois, que organizações não-governamentais estavam colocando fogo na floresta para prejudicar a imagem do governo. Ele não apresentou evidência alguma que suportasse essa retórica e, criticado, afastou-se dela.

Bolsonaro disse que o país não tem recursos para combater o incêndio em uma região tão vasta quanto a Amazônia, e alertou outros países para que não interferissem, dizendo que o dinheiro estrangeiro teria o objetivo de minar a soberania nacional.

O governo decidiu, então, mobilizar os militares para combater o fogo, e vários estados da Amazônia subsequentemente pediram ajuda. Ainda não está claro como as Forças Armadas serão utilizadas e se o seu papel será eficaz.

O que os líderes mundiais dizem?

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que os incêndios são uma emergência internacional e um “ecocídio”, criticando o governo brasileiro por não agir para proteger a floresta.

O gabinete de Macron afirmou, em comunicado, que se oporia e um eventual acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, porque Bolsonaro mentiu sobre suas preocupações ambientais no encontro do G20, em junho.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e a chanceler alemã, Angela Merkel, disseram que estão preocupados com a destruição da Amazônia, mas que bloquear o acordo comercial não era a resposta correta.

Neste domingo, Macron afirmou que líderes de Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Canadá estão finalizando um possível acordo no encontro anual sobre “ajuda técnica e financeira” para os países afetados pelos incêndios, incluindo o Brasil.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ofereceu assistência a Bolsonaro durante uma ligação, mas autoridades brasileiras dizem que não estão trabalhando com os norte-americanos para combater o fogo.

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